Zunzum > Outono Quente > Outono Quente 2014 > Um tributo a Eduardo White: 20 Dizer – Trigo Limpo Teatro Acert



03.OUT.2014

Hora: 22h30

Local: Parque Aquilino Ribeiro

Público Geral

[Classificação: Outono Quente Para Todos]

SINOPSE

A receita de entradas do dia 3 de Outubro do Outono Quente’14 destina-se ao apoio à biblioteca da Escola Comunitária de São Vicente de Paulo de Malhangalene (Moçambique), causa solidária que Eduardo White abraçou apaixonadamente.

O maior abraço que se pode prestar a Eduardo White é tornar viva e memorável a sua obra.
Há muitos anos que a obra do poeta moçambicano Eduardo White honra o repertório do espetáculos poético-musicais do Trigo Limpo teatro ACERT. Desde 1994, na primeira digressão a Moçambique, os laços de amizade partilhada fortaleceram a admiração pela sua obra poética.
A sua morte a 24 de Agosto representa uma enorme perda para a literatura universal pela identidade e prestígio com que a marcou com o talento da sua escrita.

Continua vivo por nos ter concedido um legado literário memorável. Antes da sua morte, tínhamos — conjuntamente com um grupo de amigos e admiradores (Kanimambo Ludumila Aragão!) — intenção de ler os seus poemas no lançamento do seu último livro “Bom Dia, Dia”, editado pela Edições Esgotadas de Viseu. Por esta razão, este não é um tributo não é o “obituário” que o poeta sempre repudiou. É um singelo gesto para cumprir um desejo partilhado com Eduardo White, um dos maiores escritores contemporâneos de língua portuguesa. Moçambicano de muitas geografias. Inquieto, apaixonado, mordaz, generoso e, sobretudo, sedutor da festa feita vida.

Ao seu filho Sandro Costley-White que aceitou que esta intenção se cumprisse, um abraço reconhecido e fraterno extensível a toda a família.
Declamaremos musicalmente a poesia de Eduardo White, partilhando-a com quem já dela se enamorou e celebrando-a apaixonadamente junto daqueles que, passando a conhecê-la, a tornarão ainda mais viva e imprescindível.

Uma noite de festejo pela obra de Eduardo White em que chamaremos pelo nome de Moçambique como o poeta nos transmitiu no seu último livro “Bom Dia, Dia” : “(…) não me dêem flores e nem discursos para moldar. Levem-me para casa, para que todos os dias possa voltar aos meus lugares de onde parti. Chamem pelo nome do meu País para que eu sinta as ruas que em vida percorri, chamem por ele, devagar, para que a morte saiba que não morri.
(…) não quero a íngua do luto, quero a lembrança de ter sido feliz, muito ou pouco, mal ou bem, quero isso que fui, quero isso que tive, quero tudo o que não dei nem nunca recebi para que seja pura a morte e se adoce como um fino licor de aniz.(…)”

FICHA TÉCNICA

Produção: 20 Dizer – Trigo Limpo teatro ACERT
Declamação e seleção de textos

José Rui Martins
Voz, flauta e mbira